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Fundado 21 de Novembro de 1989

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MUV - MOVIMENTO DOS USUÁRIOS DAS VIAS (*)

A sociedade brasileira não aguenta mais. A violência no trânsito ultrapassou todos os limites do suportável. O Código de Trânsito, considerado um dos mais modernos do mundo, enferruja por falta de uso. O mesmo destino tem a chamada Lei Seca que se perde nas portas das delegacias e na interminável discussão sobre a legitimidade das provas e dos direitos dos condutores. Os feridos, os mortos, o sangue e as lágrimas são apenas um detalhe a mais, que só sensibiliza as autoridades quando estão na frente das câmeras e, principalmente, quando envolve nomes de apelo mediático.

Os grandes avanços do Código de Trânsito perdem-se nos ralos da burocracia de todas as esferas. A educação para o trânsito, a transformação das autoescolas em centros eficientes de formação de condutores, a pontuação nas habilitações, o maior rigor na aplicação das multas, o uso dos bafômetros e a destinação da receita arrecadada, exclusivamente, para sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação para o trânsito são quase que letras mortas no momento atual.

O resultado não poderia ser outro: a violência no trânsito ultrapassando todos os limites. No Brasil contabilizam-se mais mortos e feridos que nos atentados terroristas e nas guerras espalhadas pelo mundo.

Há dez anos atrás se conseguiu amenizar esse quadro, regredindo os números através da mobilização social realizada pelo Programa PARE em uma ação conjunta da sociedade civil com o governo.

A conscientização Social funciona como que vacinação em massa, quando a ação é suspensa a moléstia volta a progredir, pior ainda, pode dar um efeito rebote e atingir níveis epidêmicos.

A doença acidente de trânsito é conhecida, assim como o tratamento mais adequado. Por essa razão e movido por um forte sentimento de indignação é que se volta a mobilizar contra a violência no transito.

Evidente que a sociedade civil organizada não substitui o Estado, mas tem o importante papel de pressionar, fiscalizar e cobrar no limite de suas forças. Isso se faz através de um forte aparato de mobilização da opinião pública, com força suficiente para exigir trânsito e transporte público decente.

Decente, esse é o termo correto para indicar o que se busca como, em seu antônimo, rejeitar a indecência que impõem um terrível sofrimento aos usuários das vias, expostos ao caos urbano representado pelos congestionamentos e pela violência no trânsito.

Na busca da decência é que se organiza o MUV – MOVIMENTO DOS USUÁRIOS DAS VIAS, cujo termo também significa indignação, mobilização, ação e mudança.

O MUV está do outro lado do balcão, na posição do usuário consumidor dos serviços das vias, que paga pelo que consome, mas que na maioria das vezes não é retribuído com a qualidade dos serviços que contrata.

Aos impostos, taxas, contribuições e emolumentos diretos, como IPVA, DPVAT e PEDÁGIOS, somam-se os indiretos, visíveis ou embutidos, como a “Contribuição” de Intervenção no Domínio Econômico – Cide, pomposo nome que disfarça mais um imposto no preço do combustível.

Os consumidores usuários dos serviços das vias sabem perfeitamente que os condutores de veículos são responsáveis diretos na maior parte dos acidentes de trânsito. Mas sabem, também, que o poder público e seus agentes de todas as esferas são corresponsáveis do caos urbano. Não esquecem, jamais, que além de consumidores e usuários são eleitores. Por isso seus alvos são precisos: mobilizar, conscientizar, propor, agir e votar.

O MUV é o grito na garganta que se solta para dizer BASTA, na forma de diferentes ações de construção coletiva.

O MUV por não ser partidário não veste camisas, por não ser atrelado não bajula, por ser democrático defende o Estado de Direito, por ter consciência de seu tempo defende o direito ao contraditório e ao alternativo quando da aplicação das imposições da Lei.

O MUV organiza-se em coordenação nacional e coordenações regionais e locais. Para suas articulações e mobilizações utiliza-se dos modernos recursos eletrônicos disponíveis pelas redes sociais, sem desprezar os necessários encontros presenciais. Tem consciência que a violência no trânsito é subproduto de situações estruturais e que as mudanças mais importantes dependem, entre outras coisas, do avanço da democracia no que se refere à educação para o exercício da cidadania no trânsito e, de forma precisa, na necessária alteração no paradigma do modelo de transporte individual e público.

Por outro lado, não ignora que a corrupção endêmica é, também, um dos vetores do caos urbano e da violência no trânsito. Nesse sentido, não basta existir a Lei, necessário se faz cumpri-la através de uma fiscalização e de um policiamento ético, efetivo, democrático e acima de qualquer suspeita. Tudo isso complementado por uma justiça rápida, eficiente e igualitária, que aplique penas alternativas, capazes de punir, reeducar e reconstruir, na medida do possível, os danos causados pela guerra do transito.

O MUV tem por objetivo principal mobilizar todos os cidadãos e cidadãs, pedestres e condutores de veículos, para exigirem a mobilidade urbana enquanto um Direito Civil fundamental, pautado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal.

O Direito de ir e vir significa, entre outras coisas, que o Estado proverá para que o cidadão tenha um mínimo de segurança para que possa circular sem o risco de bruscamente ter interrompido caminhos e sonhos.

O MUV propõe amplo debate através das redes sociais, para que se identifiquem os alvos prioritários a serem atingidos na luta contra a violência no trânsito e quais as melhores estratégias a serem recomendadas.

De imediato começa com as ações de mobilização e de conscientização, usando para isso todos os recursos técnicos disponíveis.

Nessa mobilização os amigos, familiares e vitimas de trânsito ocupam uma posição de destaque, ao lado dos veículos de comunicação, considerados aliados naturais do movimento por um trânsito e um transporte público decente.


MUV - MOVIMENTO DOS USUÁRIOS DAS VIAS
ESTRATÉGIAS:

1.O Instituto Chamberlain desde suas origens tem uma profunda preocupação com as questões do trânsito e do transporte;

2.Por essa razão criou o Centro de Segurança dos Usuários das Vias – CENSUS;

3.O CENSUS tem por objetivo defender os direitos dos usuários consumidores dos serviços das vias;

4.Com essa finalidade organiza o MUV – MOVIMENTO DOS USUÁRIOS DAS VIAS, cujo termo também significa indignação, mobilização, ação e mudança;

5.O MUV organiza-se em coordenação nacional e coordenações regionais e locais;

6.Para suas articulações e mobilizações utiliza-se dos modernos recursos eletrônicos disponíveis pelas redes sociais, sem desprezar os necessários encontros presenciais. Com esses objetivos está se articulando para atuar com as seguintes ferramentas:

6.1.Mídia:

A. Site próprio do MUV;
B. Blog;
C. Facebook;
D. Twitter
E. Revista mensal
F. Coluna quinzenal/mensal
G. Espaços no Radio e na Televisão

6.2.Atividades Presenciais:

A. Fóruns Regionais do MUV;
Primeiro semestre de 2012

B. Primeiro Fórum Nacional do MUV;
Setembro de 2012;

C. Atividades diretas em alvos
pré-selecionados;

7. Alvos:

A.Condutores de Veículos:
1. Álcool;
2. Velocidade;
3. Uso da seta;
4. Celular: ligações e mensagens;
5. Respeito à faixa de pedestres.

B.Pedestres e ciclistas:
1. Faixa de segurança;
2. Uso do celular;
3. Convivência com os veículos e
4. Transporte urbano.

C.Governos e Autoridades
1. Planejamento urbano;
2. Transporte público;
3. Equipamentos Segurança;
4. Ação legal bafômetros,etc;

D.Recursos Provenientes de Multa;

E.Acompanhamento Ações Legislativas;

F.Publicidade:
1. Veículos;
2. Bebidas alcoólicas;
3. Celulares.

(*) Foto: Folha Uol Cotidiano.