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Frase Imortal do

Barão de Itararé:

"O homem que se vende recebe sempre mais do que vale."

Frase lembrada por José Luís, morador do Rio, e publicada no Blog do Noblat em 20/01/06.


Aparício Fernando Brinkerhoff Torelly (1895–1971)

Este grande humorista gaúcho nasceu no dia 29 de janeiro, no interior de uma diligência que transportava seus pais do Uruguai para a cidade de Rio Grande. Órfão, ainda criança, Aparício veio morar em Porto Alegre com o tio e padrinho Firmino Torelly. Concluiu seu ensino secundário no internato Cristo Rei, dos padres jesuítas. Após estudar medicina por alguns anos, sua vocação pelo jornalismo o levou para o Rio de Janeiro, em 1925.

A convite de Irineu Marinho, trabalhou como articulista do jornal O Globo. Também escreveu para o jornal A Manhã e, em 1926, deixou o emprego para editar seu tablóide intitulado A Manha. Durante os anos de sua existência - o primeiro exemplar circulou em 13 de maio de 1926, sendo o último número editado em setembro de 1952 - o jornal de Aparício teve uma trajetória turbulenta e por várias vezes deixou de circular. Volta e meia a polícia política de Getúlio Vargas empastelava a redação de A Manha, bem como prendia e aplicava violentas surras em seu dono e factótum. Acusado de incitar atividades revolucionárias, Aparício era perseguido pela autoria dos textos críticos e irônicos que ridicularizavam todos os políticos do Estado Novo. Alguns escritores já compararam a A Manha, com o jornal O Pasquim, nas décadas de 1960 e 1970. A mais longa temporada do jornalista na prisão ocorreu durante o ano de 1936, quando dividiu o cárcere com Graciliano Ramos, Hermes Lima e Olga Benário.

Aparício Torelly tornou-se conhecido nacionalmente como Aporelly e mais tarde como o Barão de Itararé. O título de nobreza partiu de um arroubo do próprio jornalista, que se autoproclamou Duque de Itararé. Alegando questões de modéstia, o mesmo rebaixou-se para o posto de Barão, algumas semanas após.

Fonte biográfica: Arthur Torelly Franco - torelly@polors.com.br