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A Criança, o Idoso e o Trânsito

Gaúchos Lideram Movimento

Todos os dias a população se horroriza com as cenas da guerra no Oriente Médio, mas não percebe que no seu dia a dia , ao transitar pelas ruas e estradas brasileiras, enfrenta um conflito de piores proporções.

Os números dessa guerra não declarada mostram a intensidade de sua dimensão.

Segundo os dados oficiais, estima-se uma média de 32 mil mortos no trânsito brasileiro por ano, representando 25% de todos os óbitos por causas externas.

O quadro torna-se mais grave quando se leva em conta que para cada vítima fatal há três feridos e muitos desses com lesões permanentes.
Segundo dados publicados pela Revista Movimento, editada pela ANTP, no Brasil morre em média uma pessoa a cada 13 minutos. Ficam feridas outras 300 mil todos os anos, sendo que 35% dessas têm de conviver com lesões para o resto de suas vidas.

Os dados oficiais mostram que das 30 mil mortes, mais de 50% são causadas por atropelamentos que ocorrem a cada 7 minutos.

A magnitude desses números são questionados por vários estudos técnicos que os consideram aquém da realidade.

Os pedestres são as maiores vítimas dessa guerra, e entre essas as crianças e os idosos. Afinal, são 800 quilos de lata em movimento contra os 30 quilos de uma criança ou os 60 quilos de um idoso, que só tem a pele e o pano para se defender.

A causa visível é muita conhecida: a velocidade e o álcool. Entretanto, a causa matriz, a que dá origem a todas as outras, fica submersa pela gravidade dos fatos.

A omissão do Poder Publico no cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro é, sem dúvida, a raiz dessa guerra sem fim.

Não basta existir a Lei, é necessário que seja respeitada e executada.

Um rol de negligências explicitam as origens do conflito: descuido na habilitação de condutores; inexistência quase completa de uma educação permanente para o trânsito; falhas gravíssimas de engenharia de trânsito; falta de sinalização, de policiamento e de fiscalização; corrupção dos órgãos de trânsito e impunidade são alguns dos exemplos.

Responsabilizar isoladamente condutores e pedestres é muito mais do que um equívoco.

Nessa dramática circunstância, os segmentos mais vulneráveis são as crianças e os idosos. Esse é o público alvo que se objetiva atender com o Programa A Criança e o Idoso no Trânsito.

A sociedade civil gaúcha e o Movimento Trafegar estão de parabéns por saírem na frente em defesa dos pedestres, principalmente das crianças e dos idosos.