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O FATO E A VERSÃO

Educacão Prioridade Numero Zero

A maioria dos leitores deste site concorda que a educação de um povo é a base para o crescimento intelectual, moral, profissional e econômico de uma sociedade.

Governadores de cinco estados entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal contra a lei que estabelece, para os professores, um piso salarial de R$ 950,00 para 40 horas semanais.

Importante salientar que esses mesmos governadores e seus partidos políticos, fizeram verdadeira apologia à educação, durante o recente pleito eleitoral. Aliás, em várias cidades brasileiras os prefeitos foram eleitos em função, principalmente, de suas propostas educacionais.

Os partidos políticos que se fizeram representar por esses governadores no STF, usaram e abusaram de argumentos para demonstrar que o principal problema nacional são as falhas no sistema de ensino, afirmaram,entre outras coisas, que a violência e a droga só se reduz com escola, que há uma relação direta entre anos de escolaridade e a delinqüência entre jovens.

Porém, esses mesmos políticos e suas agremiações partidárias não têm vergonha em entrar no STF com um pedido de inconstitucionalidade, por considerar um abuso ter que pagar salários “exorbitantes” para seus professores. Alegam os governadores, e seus partidos políticos, não ter orçamento para cumprir a lei que estabelece um piso de novecentos e cinqüenta reais.Esses governadores, defensores públicos da educação, viveriam com esse salário?

Entretanto, mais grave do que o próprio assunto foi a repercussão da rádio CBN/Nacional, em seu noticiário da manhã do dia 22 de outubro de 2008. A rádio que toca noticias fez uma exceção ao seu estilo jornalístico e encerrou a matéria com o refrão da musica VAI VADIAR.

Talvez, inspirado pelo “press-release” das assessorias oficiais de imprensa, o editor dessa matéria apoiou-se no equívoco de que à hora de trabalho dos professores restringe-se ao tempo que estão em sala de aula.

Mas, equívocos a parte, a imprensa não tem o direito de confundir formação de opinião com juízo de valor e menos ainda de agredir toda uma categoria profissional. Interessante se esse mesmo editor recorresse ao Aurélio antes de divulgar suas matérias, por exemplo, poderia ficar sabendo que vadio significa vagabundo, erradio, errante, mundeiro, leviano, velhaco, pilantra, canalha, biltre, , enfim um indivíduo ocioso e desocupado. Certamente, não é isso, que o editor dessa matéria e a Radio CBN/Nacional consideram sobre os professores brasileiros.

FONTE DA IMAGEM:
theoinsano.zip.net/images/professor.jpg