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Uma aposta na modernidade


Laura Greenhalgh

O norte-americano Paul Saffo pode ser apresentado numa roda como um technological forecaster. Como não existe expressão exatamente do mesmo feitio em português, pode-se dizer que Saffo é um profissional da previsão no vasto mundo da tecnologia. Para tanto, estuda um bocado, vive de fazer cálculos, ouve e conversa muito, raramente inventa. Quando parte para uma aposta, é sinal de que tem lá suas garantias para ganhar o jogo. Nesta entrevista exclusiva ao Aliás, de seu escritório em San Mateo, na Califórnia, ele crava algumas apostas: diz que a robótica será a indústria mais revolucionária e promissora nos próximos anos. Nossos heróis em breve serão os construtores de robôs, garante, antecipando a classe de empreendedores que irá substituir Bill Gates, da Microsoft, ou Jeff Bezos, da Amazon, na curiosidade planetária. Arrisca dizer que, no espaço de um a 20 anos, será descoberta, intencionalmente ou por acaso, a inteligência sintética - algo muito além do que entendemos por inteligência artificial. "E vai ter um impacto imprevisível", comenta desconsolado o homem que gosta de prever tudo. Paul Saffo critica tentativas de controle da web, a rede mundial, mas admite que o site de busca Google curvou-se à pressão do governo chinês operando naquele país com ferramentas que restringem a ação dos internautas. E fez por dinheiro? "Não só. O Google cresceu tremendamente. Indo nessa escalada, teria mesmo de fazer concessão", avalia. Professor da Universidade de Stanford, na Califórnia, e membro do Institute for the Future, uma comunidade de pesquisa sem fins lucrativos sediada no Vale do Silício, Saffo hoje dedica mais tempo à sala de aula e aos textos que vem redigindo - alguns deles vão constar de um novo livro sobre a pragmática da previsão tecnológica. Continua dando consultoria para corporações, além de presidir o conselho científico da Samsung, gigante mundial no segmento de eletroeletrônicos. O Estado de São Paulo 12.02.06 Leia mais